1.1 ENSINO MÉDIO
Foi
desenvolvido no período diurno do dia 05 de outubro, o estágio de ensino médio
– magistério, nas dependências da Universidade do Contestado – UnC. O estágio
aconteceu em forma de oficinas onde foram separadas as equipes por temáticas. O
título do projeto desenvolvido pela minha equipe foi a arte como conhecimento,
linguagem e produto da relação homem / mundo e o tema principal a ser
articulado foi Curitibanos.
Como objetivo principal
deste é compreender
a importância da cor no ensino de arte,
estabelecendo relações entre a pintura e as historias das artes visuais,
enfatizando as produções dos artistas e os períodos dos quais eles pertenceram
visando o entendimento do trabalho com a arte com crianças e os sobre os
específicos pode-se elencar: apresentar aos participantes o conceito de
arte moderna a
partir de estudo e analise de imagens da história da arte; discutir a
produção dos artistas analisando o contexto onde as obras foram criadas e as
características de sua produção; desenvolver exercícios visuais utilizando-se
dos elementos, visando o desenvolvimento no processo criativo; apartir de
exercícios de classificação das cores, desenvolver um estudo sobre a linguagem
pictórica e proporcionar momentos de reflexão sobre o estudo da cor e a
contextualização histórica a partir de estudos de imagens.
Para realização
das atividades propostas, foi utilizado como recursos: aparelho de multimídia,
notebook, texto impresso, imagens impressas, papel A4 e A3, nanquim, giz de
cera, copo descartável, canetinha, filtro, durex, tinta guache nas diversas
cores, pincéis para pintura, aparelho de som com pen drive, cola, pigmentos
naturais, fita adesiva, tesoura, jornal, revista, tesoura, carvão vegetal,
trigo, e papel Kraft.
Foi
entregue em folha sulfite 05 questões para serem respondidas em seguida fixado
no quadro cartazes sobre as vanguardas artísticas sendo entregue a cada
participante obras dos artistas estudados para que associem e colem as imagens
em seus respectivos movimentos onde houve uma fala
sobre pintura nas aulas de arte e os estereótipos da cor.
As participantes relataram sobre suas
escolhas e associações, sendo questionadas e ouvidas quanto ao que sabem sobre
a proposta de ensino e farão um organograma;
cada
acadêmica fez uma explanação sobre artistas e períodos trabalhados, foi
distribuído um texto para leitura coletiva e responderam algumas questões
relacionadas a este e na sequencia, entregue uma folha sulfite e solicitado que
realizassem o desenho de uma flor, sendo
questionadas quanto à escolha individuais, entregamos
o texto O ensino de arte de (Rosa Iavelberg) onde leram e compartilharam
as ideias no grande grupo, realizaram atividade do Nanquim, receberam uma tira
receberão do artista ilustrador Rog Bollen sendo convidadas a realizarem a
experiência da cor, com canetinha e filtro, realizaram um passeio nas proximidades da sala e na sequência produziram
de tintas usando elementos da natureza utilizando-se de colagem com o material
colhido, realizaram leitura de imagem da obra A Igreja de Auvers sendo mostrado a imagem original da igreja da
cidade de Curitibanos relacionando-a; Entregamos tintas e farinha de trigo onde
realizaram a mistura, fazendo algumas experiências sobre a técnica do impasto e
no final do dia, relembraram os movimentos trabalhados na oficina, retomando os
artistas, a necessidade da cor, a importância da leitura de imagem e para
finalizar entregamos para cada participante um caderno contendo técnicas e os
planejamentos realizados durante o curso de Artes Visuais.
Partindo da explicação, a
avaliação aconteceu à partir da assimilação e compreensão dos conteúdos
abordados. Para isso foi utilizado como instrumento avaliativo as respostas dos
participantes diante do questionamento oral e o exercício visual produzido no
coletivo bem como os exercícios artísticos e textuais.
Para
início das atividades, após breve
apresentação das acadêmicas – estagiárias, instigou-se os participantes a
responderem cinco perguntas descrevendo sobre importância da pintura nas aulas de
arte: Se acham necessário levar imagem para sala de aula? Como selecionar as
imagens para serem trabalhadas? O que levariam o aluno a observar em uma obra?
Se contextualizariam o estudo da cor com o período histórico estudado? Como
desenvolveriam exercício de cor relacionando-o às obras? Trocaram com o colega
para que socializassem as respostas e após todos tiverem contato, o fizemos em
voz alta.
Nesse momento explicamos a
importância da realização da pintura nas aulas de arte. Para que melhor
compreendessem, foi fixado cartazes no quadro contendo uma síntese com a
história da arte e os períodos do modernismo, tendo todas as vanguardas, porém
enfatizando os períodos trabalhados de cada acadêmica durante os estágios, as
pesquisas realizadas e a relação com a cor dentro destas vanguardas. Em seguida, sendo
entregue para as participantes obras dos artistas estudados para que após
leitura visual, associassem e colassem as imagens em seus respectivos
movimentos.
Foi abordado a
pintura nas aulas de arte e os estereótipos da cor, sendo enfatizado os
artistas trabalhados, focando no processo de interpretação subjetiva
desfavorecendo a representação fiel e proposto um trabalho com a leitura de
imagem, para que elas entendessem a diferença da pintura enquanto processo
comparando-a a estereotipização.
As participantes foram
instigadas a falarem sobre suas escolhas, suas experiências nas aulas de artes,
se já haviam tido contato com alguma das obras bem como seus períodos, se já
haviam visto algo sobre os artistas, questionadas sobre como devem ser
abordadas as aulas de artes e como acreditam que deva ser a melhor forma para
conduzir as aulas quando os alunos dizem não saber fazer, não sei e não gosto
de pintar e em dupla realizarão um organograma
sobre a cartolina onde posteriormente explicarão sobre como acreditam ser e
conter em uma aula de artes.
Então cada acadêmica
estagiaria fez uma explanação abordando os artistas e períodos no qual
trabalhou, relatando quais foram as experiências já realizadas em sala durante o
estágio, enfatizando a importância de se trabalhar a historia da arte quando se
utiliza as imagens e entregue um texto: Por que trabalhar com obras de arte?
Sendo realizado leitura coletiva e convidadas a analisar oralmente a obra A
Dança - Henri Matisse. Responderam questões sobre leitura interpretativa e
analise formal da obra conforme consta no texto em anexo e na sequencia
abordado o que o artista teve como intenção na obra, como evocar a liberdade, a
alegria e a comunhão – utopia, tentou proporcionar sensação de alivio no
circulo dos dançarinos, utilizou as três cores vermelho, verde e azul com
máxima intensidade, sua paixão pela vida simples dos povos semiorientais turcos
e marroquinos direcionando a obra num momento onde em que o artista vê um grupo
de camponeses numa dança circular na Sardegna.
Em seguida entregamos uma
folha sulfite e solicitado que realizassem o desenho de uma flor de sua
preferência e o pintem como desejar. Através destes será questionado o porquê
da escolha de cada uma inclusive sobre a cor escolhida para pintar.
Questionamos quanto ao desenho realizado e enfatizamos sobre a importância do
direcionamento que deve haver em uma aula – fazer artístico, abordando a
importância do professor de artes tendo um papel significativo. Foi entregue o texto O ensino de arte (Rosa
Iavelberg) que fala sobre a importância do ensino da arte possuir um professor
orientador, incentivador e envolvido quanto ao processo de produção do aluno.
Fez-se a leitura e em seguida realizamos a atividade do Nanquim para que
pudessem perceber a diferença entre a primeira solicitação e a segunda.
Para a atividade do Nanquim
foi explorado a questão da cor, onde cada acadêmica estagiária relatou dentro
dos movimentos estudados as técnicas que cada artista utilizou naquele
determinado período e mostrado no multimídia fotos comprobatórias dos
resultados do estágio. Abordamos a questão da necessidade de serem trabalhados
os elementos visuais dentro da pintura, quais são e como devem ser trabalhados,
sendo as participantes nesse momento convidadas a observarem os trabalhos
realizados pelos alunos nos estágios anteriores. Lembrando que a sala continha
os trabalhos das quatro estagiárias acadêmicas desenvolvidos durante os
estágios sobre as mesas da sala, para que todos pudessem visualizar e manusear.
Foi Instigado a todos a relembrarem os pontos
turísticos da cidade, escolhendo um somente para a atividade proposta, sendo
entregue uma folha de A3 para cada participante, um clipe aberto, nanquim e giz
de cera nas cores primárias e secundárias, com estes utilizarão a pintura de
todo o espaço com as cores escolhidas e cobrindo a superfície com nanquim,
desenhando o local escolhido. Realizou-se no final a socialização da atividade
e foi destacado a importância de não ser necessário um modelo – o estereótipo.
Com relação à questão das cores, desmistificar a questão do material onde
muitos professores asseguram-se na fala de quem sem material não é possível
realizar trabalhos. Enfatizamos que qualidade nem sempre é o mais importante, o
importante é a realização de um trabalho que garanta uma aprendizagem
significativa, com conteúdos direcionados e propostas que ofereçam
oportunidades.
As participantes receberam
uma tira do artista ilustrador Rog Bollen (em anexo) para que no coletivo
pudessem expressar sua opinião sobre a crítica pacifica do contexto. Após,
explicamos sobre o movimento fauvista onde este visava despertar a sensação e a
emoção através do uso das cores e a expressividade das obras visando sair do
tradicional, pintando as cores de forma atípica. Foram distribuídos
individualmente copo, filtro, tesoura e durex para que realizem experiência com
a cor. Solicitamos que recortassem primeiramente o fundo do filtro de café e em
seguida o restante em seis tiras que deviam ser da altura do copo, depois que
desenhassem uma espiral nas cores primárias, uma em cada tira, uma de cada vez,
um pouco abaixo da metade do papel, prendendo no lápis com fita adesiva para
que fique fixo no copo de forma que a parte de baixo da tira encoste à água.
Devendo esperar alguns minutos até que o papel absorva e então observem assim
se houveram mudanças ou não. No primeiro momento foi realizado a experiência
com as cores primárias, instigando-os se percebem alguma modificação quanto a
cor no filtro e assim separando-as da próxima etapa. E conduzidos ao mesmo
procedimento para as cores secundárias, sendo que ao final perceberão que ha
cores diferentes das que realizaram a espiral, devendo relatar a diferença
entre ambas, pois para estas (secundárias) aparecem as duas cores da junção.
Concluindo ao final com as seis tiras em mãos que a primeira parte (primárias)
apareceu somente uma cor, pois não há mistura, já na segunda (secundárias) duas
cores por haver mistura de duas cores primárias.
Foi enfatizado que todos os artistas
já mencionados gostavam das cores e desenvolveram
pesquisas dentro da linguagem pictórica para descobrir novas formas de trabalho
com a pintura e as usavam abundantemente em suas obras e que baseado na
Proposta Curricular de Santa Catarina: “O ensino da arte nesses últimos anos
tem sofrido transformações significativas. Hoje, faz-se necessário que o
professor organize um trabalho consistente, através de atividades como: ver,
ouvir, mover, sentir, perceber, pensar, descobrir, fazer, expressar, etc., a
partir dos elementos da natureza e da cultura, analisando-os e
transformando-os.” E através desta afirmação ressaltado o trabalho de Paul
Klee, que se dedicou ao estudo das formas, mais precisamente a partir das
formas orgânicas e se dedicou muitos anos ao estudo do desenho e das formas
onde encontrou na natureza um material riquíssimo para continuar sua pesquisa.
E que isso deve ocorrer nas
aulas de arte, os alunos precisam pesquisar, experienciar, vivenciar, a
produção e o fazer artístico.
Para melhor se
apropriar da essência do artista realizaram um passeio nas proximidades da
sala, para que pudessem observar as formas das árvores, das folhas, das flores,
e tudo o que encontrassem de orgânico que possam inclusive colher. Ao retornar,
foi feito uma fala relembrando de que forma podemos nos utilizar de diversos
elementos para compor nossa criação artística, entre eles, produção de tintas a
partir de elementos naturais. Então deu-se início a produção de tintas usando
elementos da natureza como: beterraba, erva mate, urucum, pó de café onde foram
convidados a realizarem, a mistura da água e cola branca a cada um desses
elementos. Sendo distribuída uma folha A4 para cada um para que os mesmos
produzam um desenho do ambiente observado durante o passeio, realizando na
sequencia a colagem com o material colhido.
Houve dialogo
sobre as cores utilizadas e formas representadas na obra explicando que Paul
Klee é um artista que pertence ao expressionismo abstrato. O expressionismo
surgiu em 1910, colocando questionamentos sobre fidelidade a natureza e à
beleza ideal. Seus adeptos entendiam a arte como expressão do mundo interior do
artista e admitia, para tanto, o exagero das cores e a deformação dos objetos
representados. Tendo como característica principal: A deformação de objetos e
formas das cores fortes que representava emoções: Explosão de cor, contornos
abruptos e emoções.
Na proposta dos
Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte encontramos: “O ser humano que não
conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a
dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade
instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e
luzes que buscam o sentido da vida.” E relacionado à cor, será problematizado
como o artista Van Gogh trabalha com as formas, quais cores, quais tons, por
que ele fez estas escolhas, qual a sensação da imagem, medos, fé e religião
sendo proposto leitura de imagem da obra
A Igreja de Auvers às alunas (A Igreja de Auvers é uma obra do pintor holandês Vincent van Gogh concluída em 5 de junho de 1890. Depois que Van Gogh deixa o hospital de Saint-Rémy-de-Provence em 16 de maio de1890, abandona o sul da França e dirige-se ao norte. Faz uma
visita ao irmão em París e depois ruma a Auvers-sur-Oise, a conselho de seu amigo Camille Pissarro, a fim de tratar-se com o
médico e pintor amador Paul Gachet) e mostrado a imagem original da igreja relacionando-a com a
imagem da igreja da cidade de Curitibanos.
Para esta
atividade, inicialmente explicamos sobre a técnica do impasto (Impasto é uma técnica utilizada em pintura onde a tinta (em
particular a de óleo) é espalhada numa área
da tela, ou mesmo em toda a tela, de
forma tão espessa que as marcas dos objetos utilizados para pintar (p.ex.
pincel, espátula) são visíveis na pintura. A tinta também pode ser misturada
diretamente na tela. Quando fica seco, o impasto dá textura e relevo à
representação. O termo impasto tem origem italiana e quer dizer
"mistura"), muito utilizada por Van Gogh, e foi levado tintas e farinha
de trigo onde as alunas realizaram a mistura, fazendo algumas experiências com
esta mistura, tiveram a sua disposição palitos de churrasco, palitos de picolé,
pincéis e até mesmo as próprias mãos, onde puderam realizar experiências com o
impasto, após experienciação, iremos propor um estudo a partir da referência
que é a Igreja de Curitibanos. No final da atividade expusemos os trabalhos
realizados pelos alunos e a obra de Van Gogh, e conversaremos sobre o trabalho
produzido, serão feitas as seguintes perguntas: O que eu vejo? O que eu sinto?
O que isso me lembra?
No final do dia,
convidamos os participantes a relembrarem os movimentos trabalhados na oficina,
retomando seus artistas, a necessidade da cor, a importância da leitura de
imagem, do planejamento bem como a estruturação das aulas de artes relacionadas
com a Proposta Curricular, Bússola e PCNs.
Para cada
participante no final da oficina entregamos um caderno contendo três
planejamentos de cada uma das estagiárias, inclusive o plano aplicado para o
magistério bem como as técnicas utilizadas para o desenvolvimento destas.
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