terça-feira, 1 de julho de 2014

Planejamento Ensino Médio - Oficina com Magistério



1.1         ENSINO MÉDIO

Foi desenvolvido no período diurno do dia 05 de outubro, o estágio de ensino médio – magistério, nas dependências da Universidade do Contestado – UnC. O estágio aconteceu em forma de oficinas onde foram separadas as equipes por temáticas. O título do projeto desenvolvido pela minha equipe foi a arte como conhecimento, linguagem e produto da relação homem / mundo e o tema principal a ser articulado foi Curitibanos.
Como objetivo principal deste é compreender a importância da cor no ensino de arte, estabelecendo relações entre a pintura e as historias das artes visuais, enfatizando as produções dos artistas e os períodos dos quais eles pertenceram visando o entendimento do trabalho com a arte com crianças e os sobre os específicos pode-se elencar: apresentar aos participantes o conceito de arte moderna a partir de estudo e analise de imagens da história da arte; discutir a produção dos artistas analisando o contexto onde as obras foram criadas e as características de sua produção; desenvolver exercícios visuais utilizando-se dos elementos, visando o desenvolvimento no processo criativo; apartir de exercícios de classificação das cores, desenvolver um estudo sobre a linguagem pictórica e proporcionar momentos de reflexão sobre o estudo da cor e a contextualização histórica a partir de estudos de imagens.
Para realização das atividades propostas, foi utilizado como recursos: aparelho de multimídia, notebook, texto impresso, imagens impressas, papel A4 e A3, nanquim, giz de cera, copo descartável, canetinha, filtro, durex, tinta guache nas diversas cores, pincéis para pintura, aparelho de som com pen drive, cola, pigmentos naturais, fita adesiva, tesoura, jornal, revista, tesoura, carvão vegetal, trigo, e papel Kraft.
            Foi entregue em folha sulfite 05 questões para serem respondidas em seguida fixado no quadro cartazes sobre as vanguardas artísticas sendo entregue a cada participante obras dos artistas estudados para que associem e colem as imagens em seus respectivos movimentos onde houve uma fala sobre pintura nas aulas de arte e os estereótipos da cor.
As participantes relataram sobre suas escolhas e associações, sendo questionadas e ouvidas quanto ao que sabem sobre a proposta de ensino e farão um organograma;  cada acadêmica fez uma explanação sobre artistas e períodos trabalhados, foi distribuído um texto para leitura coletiva e responderam algumas questões relacionadas a este e na sequencia, entregue uma folha sulfite e solicitado que realizassem o desenho de uma flor, sendo  questionadas quanto à escolha individuais,  entregamos  o texto O ensino de arte de (Rosa Iavelberg) onde leram e compartilharam as ideias no grande grupo, realizaram atividade do Nanquim, receberam uma tira receberão do artista ilustrador Rog Bollen sendo convidadas a realizarem a experiência da cor, com canetinha e filtro, realizaram um passeio nas proximidades da sala e na sequência produziram de tintas usando elementos da natureza utilizando-se de colagem com o material colhido, realizaram leitura de imagem da obra A Igreja de Auvers sendo  mostrado a imagem original da igreja da cidade de Curitibanos relacionando-a; Entregamos tintas e farinha de trigo onde realizaram a mistura, fazendo algumas experiências sobre a técnica do impasto e no final do dia, relembraram os movimentos trabalhados na oficina, retomando os artistas, a necessidade da cor, a importância da leitura de imagem e para finalizar entregamos para cada participante um caderno contendo técnicas e os planejamentos realizados durante o curso de Artes Visuais.
Partindo da explicação, a avaliação aconteceu à partir da assimilação e compreensão dos conteúdos abordados. Para isso foi utilizado como instrumento avaliativo as respostas dos participantes diante do questionamento oral e o exercício visual produzido no coletivo bem como os exercícios artísticos e textuais.
            Para início das atividades, após breve apresentação das acadêmicas – estagiárias, instigou-se os participantes a responderem cinco perguntas descrevendo sobre importância da pintura nas aulas de arte: Se acham necessário levar imagem para sala de aula? Como selecionar as imagens para serem trabalhadas? O que levariam o aluno a observar em uma obra? Se contextualizariam o estudo da cor com o período histórico estudado? Como desenvolveriam exercício de cor relacionando-o às obras? Trocaram com o colega para que socializassem as respostas e após todos tiverem contato, o fizemos em voz alta.
Nesse momento explicamos a importância da realização da pintura nas aulas de arte. Para que melhor compreendessem, foi fixado cartazes no quadro contendo uma síntese com a história da arte e os períodos do modernismo, tendo todas as vanguardas, porém enfatizando os períodos trabalhados de cada acadêmica durante os estágios, as pesquisas realizadas e a relação com a cor dentro destas vanguardas. Em seguida, sendo entregue para as participantes obras dos artistas estudados para que após leitura visual, associassem e colassem as imagens em seus respectivos movimentos.
Foi abordado a pintura nas aulas de arte e os estereótipos da cor, sendo enfatizado os artistas trabalhados, focando no processo de interpretação subjetiva desfavorecendo a representação fiel e proposto um trabalho com a leitura de imagem, para que elas entendessem a diferença da pintura enquanto processo comparando-a a estereotipização.
As participantes foram instigadas a falarem sobre suas escolhas, suas experiências nas aulas de artes, se já haviam tido contato com alguma das obras bem como seus períodos, se já haviam visto algo sobre os artistas, questionadas sobre como devem ser abordadas as aulas de artes e como acreditam que deva ser a melhor forma para conduzir as aulas quando os alunos dizem não saber fazer, não sei e não gosto de pintar e em dupla realizarão um organograma sobre a cartolina onde posteriormente explicarão sobre como acreditam ser e conter em uma aula de artes.
Então cada acadêmica estagiaria fez uma explanação abordando os artistas e períodos no qual trabalhou, relatando quais foram as experiências já realizadas em sala durante o estágio, enfatizando a importância de se trabalhar a historia da arte quando se utiliza as imagens e entregue um texto: Por que trabalhar com obras de arte? Sendo realizado leitura coletiva e convidadas a analisar oralmente a obra A Dança - Henri Matisse. Responderam questões sobre leitura interpretativa e analise formal da obra conforme consta no texto em anexo e na sequencia abordado o que o artista teve como intenção na obra, como evocar a liberdade, a alegria e a comunhão – utopia, tentou proporcionar sensação de alivio no circulo dos dançarinos, utilizou as três cores vermelho, verde e azul com máxima intensidade, sua paixão pela vida simples dos povos semiorientais turcos e marroquinos direcionando a obra num momento onde em que o artista vê um grupo de camponeses numa dança circular na Sardegna.
Em seguida entregamos uma folha sulfite e solicitado que realizassem o desenho de uma flor de sua preferência e o pintem como desejar. Através destes será questionado o porquê da escolha de cada uma inclusive sobre a cor escolhida para pintar. Questionamos quanto ao desenho realizado e enfatizamos sobre a importância do direcionamento que deve haver em uma aula – fazer artístico, abordando a importância do professor de artes tendo um papel significativo.  Foi entregue o texto O ensino de arte (Rosa Iavelberg) que fala sobre a importância do ensino da arte possuir um professor orientador, incentivador e envolvido quanto ao processo de produção do aluno. Fez-se a leitura e em seguida realizamos a atividade do Nanquim para que pudessem perceber a diferença entre a primeira solicitação e a segunda.
Para a atividade do Nanquim foi explorado a questão da cor, onde cada acadêmica estagiária relatou dentro dos movimentos estudados as técnicas que cada artista utilizou naquele determinado período e mostrado no multimídia fotos comprobatórias dos resultados do estágio. Abordamos a questão da necessidade de serem trabalhados os elementos visuais dentro da pintura, quais são e como devem ser trabalhados, sendo as participantes nesse momento convidadas a observarem os trabalhos realizados pelos alunos nos estágios anteriores. Lembrando que a sala continha os trabalhos das quatro estagiárias acadêmicas desenvolvidos durante os estágios sobre as mesas da sala, para que todos pudessem visualizar e manusear.
 Foi Instigado a todos a relembrarem os pontos turísticos da cidade, escolhendo um somente para a atividade proposta, sendo entregue uma folha de A3 para cada participante, um clipe aberto, nanquim e giz de cera nas cores primárias e secundárias, com estes utilizarão a pintura de todo o espaço com as cores escolhidas e cobrindo a superfície com nanquim, desenhando o local escolhido. Realizou-se no final a socialização da atividade e foi destacado a importância de não ser necessário um modelo – o estereótipo. Com relação à questão das cores, desmistificar a questão do material onde muitos professores asseguram-se na fala de quem sem material não é possível realizar trabalhos. Enfatizamos que qualidade nem sempre é o mais importante, o importante é a realização de um trabalho que garanta uma aprendizagem significativa, com conteúdos direcionados e propostas que ofereçam oportunidades.
As participantes receberam uma tira do artista ilustrador Rog Bollen (em anexo) para que no coletivo pudessem expressar sua opinião sobre a crítica pacifica do contexto. Após, explicamos sobre o movimento fauvista onde este visava despertar a sensação e a emoção através do uso das cores e a expressividade das obras visando sair do tradicional, pintando as cores de forma atípica. Foram distribuídos individualmente copo, filtro, tesoura e durex para que realizem experiência com a cor. Solicitamos que recortassem primeiramente o fundo do filtro de café e em seguida o restante em seis tiras que deviam ser da altura do copo, depois que desenhassem uma espiral nas cores primárias, uma em cada tira, uma de cada vez, um pouco abaixo da metade do papel, prendendo no lápis com fita adesiva para que fique fixo no copo de forma que a parte de baixo da tira encoste à água. Devendo esperar alguns minutos até que o papel absorva e então observem assim se houveram mudanças ou não. No primeiro momento foi realizado a experiência com as cores primárias, instigando-os se percebem alguma modificação quanto a cor no filtro e assim separando-as da próxima etapa. E conduzidos ao mesmo procedimento para as cores secundárias, sendo que ao final perceberão que ha cores diferentes das que realizaram a espiral, devendo relatar a diferença entre ambas, pois para estas (secundárias) aparecem as duas cores da junção. Concluindo ao final com as seis tiras em mãos que a primeira parte (primárias) apareceu somente uma cor, pois não há mistura, já na segunda (secundárias) duas cores por haver mistura de duas cores primárias.
Foi enfatizado que todos os artistas já mencionados gostavam das cores e desenvolveram pesquisas dentro da linguagem pictórica para descobrir novas formas de trabalho com a pintura e as usavam abundantemente em suas obras e que baseado na Proposta Curricular de Santa Catarina: “O ensino da arte nesses últimos anos tem sofrido transformações significativas. Hoje, faz-se necessário que o professor organize um trabalho consistente, através de atividades como: ver, ouvir, mover, sentir, perceber, pensar, descobrir, fazer, expressar, etc., a partir dos elementos da natureza e da cultura, analisando-os e transformando-os.” E através desta afirmação ressaltado o trabalho de Paul Klee, que se dedicou ao estudo das formas, mais precisamente a partir das formas orgânicas e se dedicou muitos anos ao estudo do desenho e das formas onde encontrou na natureza um material riquíssimo para continuar sua pesquisa. E que isso deve ocorrer nas aulas de arte, os alunos precisam pesquisar, experienciar, vivenciar, a produção e o fazer artístico.
 Para melhor se apropriar da essência do artista realizaram um passeio nas proximidades da sala, para que pudessem observar as formas das árvores, das folhas, das flores, e tudo o que encontrassem de orgânico que possam inclusive colher. Ao retornar, foi feito uma fala relembrando de que forma podemos nos utilizar de diversos elementos para compor nossa criação artística, entre eles, produção de tintas a partir de elementos naturais. Então deu-se início a produção de tintas usando elementos da natureza como: beterraba, erva mate, urucum, pó de café onde foram convidados a realizarem, a mistura da água e cola branca a cada um desses elementos. Sendo distribuída uma folha A4 para cada um para que os mesmos produzam um desenho do ambiente observado durante o passeio, realizando na sequencia a colagem com o material colhido.
Houve dialogo sobre as cores utilizadas e formas representadas na obra explicando que Paul Klee é um artista que pertence ao expressionismo abstrato. O expressionismo surgiu em 1910, colocando questionamentos sobre fidelidade a natureza e à beleza ideal. Seus adeptos entendiam a arte como expressão do mundo interior do artista e admitia, para tanto, o exagero das cores e a deformação dos objetos representados. Tendo como característica principal: A deformação de objetos e formas das cores fortes que representava emoções: Explosão de cor, contornos abruptos e emoções.
Na proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte encontramos: “O ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscam o sentido da vida.” E relacionado à cor, será problematizado como o artista Van Gogh trabalha com as formas, quais cores, quais tons, por que ele fez estas escolhas, qual a sensação da imagem, medos, fé e religião sendo proposto  leitura de imagem da obra A Igreja de Auvers às alunas (A Igreja de Auvers é uma obra do pintor holandês Vincent van Gogh concluída em 5 de junho de 1890. Depois que Van Gogh deixa o hospital de Saint-Rémy-de-Provence em 16 de maio de1890, abandona o sul da França e dirige-se ao norte. Faz uma visita ao irmão em París e depois ruma a Auvers-sur-Oise, a conselho de seu amigo Camille Pissarro, a fim de tratar-se com o médico e pintor amador Paul Gachet) e mostrado a imagem original da igreja relacionando-a com a imagem da igreja da cidade de Curitibanos.
Para esta atividade, inicialmente explicamos sobre a técnica do impasto (Impasto é uma técnica utilizada em pintura onde a tinta (em particular a de óleo) é espalhada numa área da tela, ou mesmo em toda a tela, de forma tão espessa que as marcas dos objetos utilizados para pintar (p.ex. pincel, espátula) são visíveis na pintura. A tinta também pode ser misturada diretamente na tela. Quando fica seco, o impasto dá textura e relevo à representação. O termo impasto tem origem italiana e quer dizer "mistura"), muito utilizada por Van Gogh, e foi levado tintas e farinha de trigo onde as alunas realizaram a mistura, fazendo algumas experiências com esta mistura, tiveram a sua disposição palitos de churrasco, palitos de picolé, pincéis e até mesmo as próprias mãos, onde puderam realizar experiências com o impasto, após experienciação, iremos propor um estudo a partir da referência que é a Igreja de Curitibanos. No final da atividade expusemos os trabalhos realizados pelos alunos e a obra de Van Gogh, e conversaremos sobre o trabalho produzido, serão feitas as seguintes perguntas: O que eu vejo? O que eu sinto? O que isso me lembra?
No final do dia, convidamos os participantes a relembrarem os movimentos trabalhados na oficina, retomando seus artistas, a necessidade da cor, a importância da leitura de imagem, do planejamento bem como a estruturação das aulas de artes relacionadas com a Proposta Curricular, Bússola e PCNs.
Para cada participante no final da oficina entregamos um caderno contendo três planejamentos de cada uma das estagiárias, inclusive o plano aplicado para o magistério bem como as técnicas utilizadas para o desenvolvimento destas.


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